domingo, 31 de outubro de 2010

O político, com licença, em nossa casa

Quem ganha as eleições?

A propaganda eleitoral gratuita é uma parte definidora da resposta a esta pergunta. Desde o dia 17 de agosto os políticos entraram nas casas, novamente, pela tela da TV para pedir votos. A legislação garante a obrigatoriedade da transmissão, três vezes ao dia, que ocorreu até o fim deste segundo-turno.

As pessoas que trabalham para que o candidato apareça na televisão são profissionais da área de audiovisual, que podem possuir ou não certificado técnico ou de graduação em Rádio e TV.

Como conta o professor do curso de Comunicação Social da UFMT, Moacir Francisco Sant´Anna Barros, existe muita gente trabalhando com propaganda eleitoral, e pouca discussão sobre o assunto dentro da Universidade.

Moacir foi contratado pela universidade em 1993 e contabiliza, em 2010, trabalhos em cinco campanhas eleitorais – sempre na área de produção de vídeos para propaganda em televisão.

No mercado mato-grossense, as principais áreas de atuação de um profissional formado em Rádio e TV – provável futuro de seus alunos – são a de produção de publicidade e a edição, normalmente em agências. Mas ele acaba detectando caminhos alternativos, e responde o que faz um jovem que trabalha em uma campanha eleitoral.


A campanha eleitoral é um mercado de trabalho para profissionais da área de audiovisual?

É um mercado. Só que é um mercado que acontece de dois em dois anos. Não é um mercado permanente. Normalmente quando se trabalha em campanha, você só é requisitado para trabalhar por três meses. O que atrai as pessoas é a idéia de conseguir tirar um dinheiro que não se ganha durante o restante do ano. Só que isso, na verdade, não está acontecendo. Cada vez mais esses valores não têm tido nada de estratosférico. É um valor que geralmente dobra o que você ganha num outro trabalho. Não é nada astronômico, como muitas vezes as pessoas podem achar.

O profissional já foi mais bem pago?

Eu acho que sim. Já teve época em que se pagou melhor.

Por que a situação mudou?

Não sei, talvez porque agora tenha se tornado uma coisa banal. Não sei exatamente o motivo por que, talvez porque se trabalhe com verbas menores. Mas não é mais nenhum valor astronômico, como muita gente possa imaginar...

Desde quando você trabalha em campanha eleitoral?

Estou fazendo a quinta campanha, já.

Como surgiu seu interesse em trabalhar na área?

Depois que eu estava trabalhando em televisão, eu fui convidado a fazer assessoria do governo do estado. Foi fazendo assessoria do governo do estado que eu fui convidado para fazer a primeira campanha.

A sua assessoria tinha alguma ligação com a emissora de televisão?

Não. Só depois de sair da televisão que eu fui convidado para fazer assessoria, mas sempre na área de vídeo. Eu fazia assessoria do governo do estado na área de vídeos institucionais. Da produção de vídeos institucionais eu fui fazer minha primeira campanha política.

Que foi com quem?

Dante de Oliveira.

Existe alguma técnica específica para a produção de vídeos de campanha?

Ela tem um estilo mais publicitário, mas geralmente segue uma linha que é definida pelas pessoas do marketing da campanha. Essas produções são sempre feitas baseadas em pesquisas feitas semanalmente. Isso vai definindo a linha da produção dos programas da campanha.

“As estratégias de aliança nos bastidores são definidoras.”

Esta técnica se aprende em algum lugar ou com a prática?

Olha, eu acho que é bastante prática mesmo. Na experiência de fazer, você vai se aprimorando. Mas a gente ainda trabalha muito com pessoas de fora. Por exemplo, quem realiza as pesquisas são pessoas de fora, que já têm outra experiência. São elas que vão ajudando a nortear a campanha. É lógico que aí entra também a capacidade do próprio político de ajudar no desenvolvimento. Mas é sempre um grupo local em trabalho conjunto com algumas pessoas que vêm de outros mercados maiores.

Existe alguma diferença entre os vídeos produzidos para campanha em televisão e na internet?

Nesta campanha estão entrando bastante as novas mídias. A internet está sendo bastante utilizada. Mas eu acho que essa estratégia pega muito o eleitor jovem, ainda. O contato com o eleitor tradicional tem que ser mais no corpo a corpo. O jovem, que se liga mais nessas novas tecnologias, é que vai acessar esse tipo de produto do marketing político. Mas, de qualquer forma, isso gera votos para o candidato que souber desenvolver bem produtos para as novas mídias.

“A internet está sendo bastante utilizada. Mas eu acho que essa estratégia pega muito o eleitor jovem, ainda. O contato com o eleitor tradicional tem que ser mais no corpo a corpo”

A campanha na internet tem alguma expressividade?

Acho que sim. É lógico que faltam ainda análises mais aprofundadas disso, porque o universo da internet é muito grande. Mas como eu falei, acho que o alvo ainda acaba sendo o eleitor jovem.

O que você acha do envolvimento de jovens, ainda estudantes, na elaboração de campanhas?

Geralmente, a pessoa que está começando na área vai cair na etapa de produção. É onde se necessita de pessoas novas para fazer o trabalho de produção. Agora, de qualquer forma, é um trabalho que exige um conhecimento – do candidato, do universo do candidato e também da realidade, tanto da sua cidade quanto do estado. Então, se o jovem tem esse conhecimento, isso ajuda nesse trabalho de marketing político. É lógico que ele vai aprendendo com o tempo. Mas, primeiro, ele tem que gostar dessa área. Se ele não gostar, não vai conseguir desenvolver muita coisa não.

Mas um jovem tem um entendimento suficiente para participar de uma campanha?

Sim, porque você não faz o trabalho isolado. Você vai estar sempre sendo dirigido de alguma forma. Você vai fazer determinadas construções que já têm uma pauta pré-estabelecida. “Você tem que fazer isso, você tem que fazer aquilo, você tem que fazer...” O que talvez se exija um pouco mais é a rapidez em resolver problemas. Como o tempo da campanha é curto, você tem um tempo muito curto pra desenvolver as tarefas que lhe são dadas. Geralmente, a característica dessas pessoas é ter agilidade para resolver as tarefas dadas. Porque o tempo é muito curto e você logo recebe outra tarefa. Então você tem que ter esse timing, essa agilidade para resolver tarefas rapidamente.

“Você vai estar sempre sendo dirigido de alguma forma. Você tem que fazer isso, você tem que fazer aquilo, você tem que fazer...”

É durante a campanha que surgem as ideias e as tarefas que devem ser realizadas?

É tudo muito seguido em cima de pesquisas que delineiam o que vai ser feito. Mas é lógico que também conta o feeling do próprio candidato. O candidato tem que ajudar a campanha dele. É igual ao piloto de fórmula 1. Ele ajuda a equipe dele a desenvolver o carro para o carro render melhor. Quer dizer, se não tem aquele feeling dele, a coisa não anda de acordo. A campanha política, fazendo um paralelo, é mais ou menos parecida com isso. Se o candidato não tem aquele feeling apurado pra ver como deve ser conduzida a campanha dele, também vai ter problema depois.

A agilidade exigida durante a campanha impossibilita a reflexão?

Durante a campanha não há tempo, mas existe um grupo central que fica o tempo todo pensando as estratégias. É em cima dessas estratégias que a campanha vai se desenvolvendo.

Uma boa campanha é responsável pela vitória de um candidato?

(Uma boa campanha) Ajuda bastante. Mas o candidato é o principal, não é só marketing. O marketing ajuda, assim como também pode atrapalhar. Mas a história do candidato, o trabalho dele... é o que conta. É lógico que o trabalho de aliança com os outros partidos, com os outros políticos, é isso que define mesmo a campanha. Eu acho que o marketing ajuda, ele reforça. Mas essas estratégias de aliança que acontecem nos bastidores são definidoras.

Você, que trabalha com campanha eleitoral e na sala de aula, pode-nos dizer: o trabalho em campanha eleitoral é discutido em sala de aula?

Em sala de aula, eu trabalho a parte técnica. A experiência de você trabalhar na área ajuda a mostrar quais as técnicas utilizadas no mercado e exemplificá-las em sala de aula. O contato com profissionais de fora que têm outra visão, outro trabalho, enriquece a experiência profissional da gente e a gente passa para os alunos em sala de aula. Mas em momento algum a gente trata de questões políticas em sala de aula. Os alunos geralmente têm um conhecimento muito pequeno na área, não rola nenhum diálogo em relação a isso. Como a gente tem um contato grande com o mercado, os professores geralmente indicam os alunos que se sobressaem em sala de aula para fazer pequenos trabalhos de produção nesse mercado.

“Em momento algum a gente trata de questões políticas em sala de aula. Os alunos geralmente têm um conhecimento muito pequeno na área, não rola nenhum diálogo em relação a isso.”

Um profissional formado em rádio e TV pode trabalhar em que área?

O mais solicitado durante esse período de campanha é o editor de imagens. Se exige muito trabalho de edição, e a televisão continua sendo o carro chefe nas campanhas. Todas as produtoras que nós temos não trabalham somente com campanha, mas também com comerciais que estão na televisão. O que acontece muito é a falta de profissional na área de edição para dar conta de tanto serviço nesses três meses. Principalmente nesses 45 dias em que vão ao ar os programas diários (de propaganda eleitoral gratuita) de televisão. Então a demanda é muito grande. O que acontece é que Cuiabá é referência não só do que vai ser produzido pelos principais candidatos, mas também dos candidatos do interior. Acaba faltando mão de obra, principalmente nessa área de edição, e as produtoras ficam desesperadas atrás desses profissionais. Então, se o aluno aproveita bem o período aqui (na universidade), ele começa a ter uma habilidade com as ferramentas de edição e pode vir a ser requisitado nessa área. Lembrando que é uma área em que, nesse período (de campanha), se exigem sempre pessoas rápidas, com habilidade de resolver problemas com agilidade, com rapidez. Porque o tempo é muito importante nesse período de campanha eleitoral. São geralmente profissionais rápidos para resolver problemas que o mercado pede muito.

Nesse ponto o diploma faz alguma diferença?

(O professor hesita, e responde após alguns segundos) Eu acho que o diploma pode fazer diferença, porque você passa 4 anos numa faculdade e tem uma formação humana maior. Você vai lidar com pessoas, então, muitas vezes, vai ter que desenvolver determinadas habilidades e determinados conhecimentos que podem ser úteis nesse dia a dia. Até mesmo conhecer a história de seu estado, conhecer a história do seu município, ter o hábito de ler revistas, jornais, notícias pela internet. Esses conhecimentos geralmente estimulados dentro da academia podem fazer diferença para você no mercado.

Fora do período eleitoral, quais as outras áreas de atuação do profissional formado em Rádio e TV?

O profissional de audiovisual, aqui, atualmente, tem um trabalho muito grande dentro das produtoras. O que se percebe mais é o trabalho em produção, principalmente para publicidade, e o de edição. Essas são as principais áreas que o mercado tem hoje exigido. Existe também a área de direção. Só que é uma área mais restrita. Quem chega na direção já é um profissional mais experiente, que passou por várias outras habilidades até chegar a dirigir. Fora isso, o mercado de televisão também requer alguns profissionais, mas esse mercado é ainda muito fechado. Trabalhar em produção jornalística, gerenciamento de televisão ou de rádio. Alguns acabam trabalhando na área técnica de televisão. Muitos procuram caminhos inovadores. Há pessoas que fizeram o curso de rádio e televisão e foram para a área de fotografia. Outros optam por um trabalho independente, de tentar produzir aquilo que é de interesse dele, como documentário ou ficção. Acabam abrindo vários leques. A internet é um espaço imenso em que você pode trabalhar tanto com rádio, como televisão, fotografia. Uma série de coisas que vão se juntando e nas quais você pode trabalhar também.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Kick Ass - no mundo fantástico da mídia


Na época em que “Kick Ass – Quebrando Tudo” esteve em cartaz nos cinemas cuiabanos, o filme “Salt”, com Angelina Jolie, também era exibido. Embaladas pela música “Bad Reputation”, as cenas de ação da heroína mirim Hit Girl, interpretada pela atriz Chloe Moretz, 13, não deixaram nada a desejar e fizeram concorrência fiel à veterana Jolie. Aliás, a trilha sonora rock’n’roll serviu para envolver o espectador e tornar prazerosa a experiência de violência proporcionada pelo filme.

O diretor Matthew Vaughn ( de Stardust ) fez a adaptação cinematográfica da história em quadrinhos para adultos Kick Ass à La Tarantino. A obra original, de autoria do desenhista John Romita Jr. e do roteirista Mark Millar, narra a história de um adolescente norte-americano comum e aficionado por HQs que decide se tornar um heroi sem poderes adquirindo uma roupa de mergulho no site de compras e-bay.

Apesar dos herois infanto-juvenis, a classificação etária da produção é de 18 anos. Logo no começo do filme, é de se espantar o realismo e acaso da cena em que o protagonista Dave, vestido do heroi batizado Kick Ass, é esfaqueado. O sangue escorre por sua fantasia verde.

A partir de então, a violência se torna recorrente em cenas como a em que uma garotinha trajando um colete a prova de balas é alvo do próprio pai, que empunha um revólver. E outra, em que mafiosos torturam uma vítima em um forno microondas gigante e que resulta na explosão do corpo, com carne e sangue escorrendo pela porta de vidro.

Só depois se descobre que a tal garotinha é a Hit Girl, e que seu pai é um ex-policial estimulado pela iniciativa de Dave a se tornar o heroi Big Daddy ( Nicolas Cage ) e vingar a morte de sua mulher, assassinada pelos tais mafiosos.

Pai e filha se unem com um objetivo diferente ao adolescente que, apesar da pretensa revolta contra as injustiças sociais, possui o objetivo vazio proporcionado pela fama de obter reconhecimento por parte das garotas.

As mídias representam um papel central no desenrolar da trama. Um vídeo amador com o herói Kick Ass em ação é postado no youtube. A partir daí, as interações virtuais em uma rede social e trocas de e-mails tornam o jovem Dave, cuja vida é quase restrita à internet, um fenômeno. O reconhecimento se expande quando a televisão passa a reproduzir o seu vídeo.

Mas Dave não calcula as conseqüências de sua superexposição e acaba sendo perseguido. A violência da vida real é mais brutal que a propagada pelos quadrinhos, onde os herois possuem superpoderes.

Os vilões do filme também utilizam os meios de comunicação para enganar o garoto e realizar a revanche. Só com o despertar de sentimentos reais como amor e amizade ele percebe ter chances de reverter uma situação criada pelo fascínio da mídia.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sexualidade na Adolescência

Como trabalho da disciplina "Redação III" fiz uma entrevista ping pong com a professora do mestrado do curso de enfermagem Christine Baccarat, que con versou comigo sobre a pesquisa que fez sobre Sexualidade na Adolescência nas escolas públicas de Cuiabá.

Durante a adolescência ocorrem transformações físicas e emocionais que preparam a criança para assumir um novo papel perante a família e a sociedade. A criança desenvolve-se, amadurece e passa a usufruir de sua sexualidade, firmando sua identidade e buscando um par. Esse processo vem acontecendo cada vez mais cedo. A professora do mestrado em enfermagem, Christine Baccarat de Godoy Martins, que recentemente publicou uma pesquisa sobre a vida sexual dos adolescentes, falou sobre os anseios, as conquistas, os mitos e as inseguranças desses jovens.

Como surgiu a idéia desse trabalho?

A idéia surgiu frente aos índices, cada vez mais crescentes, de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis entre os adolescentes.

Quais foram os objetivos?

Nós tivemos dois objetivos principais: primeiro levantar o perfil desse adolescente em relação a sexualidade e em diferentes aspectos, e também desenvolver oficinas de prevenção.

Quem inicia a vida sexual primeiro? Meninos ou meninas?

Na nossa pesquisa foram os meninos. Outros estudos também apontam os meninos. A faixa etária para os meninos é de 13 a 14 anos para iniciarem a vida sexual e das meninas é de 14 aos 16 anos.

Por que essa diferença?

Acredito que é uma questão cultural e social. Desde pequenininho vemos a liberdade que é concedida aos meninos e um maior rigor com relação às meninas.

Existem outras diferenças entre esses dois grupos?

Sim. Por exemplo, a 1ª relação sexual de uma menina é com o namorado, ou seja, com um vínculo afetivo. Para os meninos não! As relações são com qualquer pessoa, com uma “ficante”, “paquera”. Uma relação eventual. Essa questão da afetividade, eu acredito que seja a principal diferença.

Podem ocorrer mudanças físicas no adolescente depois de uma relação sexual?

Existe um grande tabu ao redor disso. Inclusive, tem uma brincadeira entre os meninos nas escolas, que eles ficam tentando reconhecer as meninas que já estão em atividade sexual pelo andar, pelo desenvolvimento do corpo. Mas não há nada provado cientificamente. Na verdade, o que muda é o próprio processo da adolescência, é o crescimento do corpo, desenvolvimento das glândulas, a atividade hormonal. Mas não por que já está em atividade sexual.

A escola ainda se mantém distante desse assunto?

A escola tem feito um grande esforço para tentar acompanhar a evolução dos tempos frente a sexualidade. Só que ainda aborda o tema de forma tradicional. É preciso trabalhar a sexualidade de forma dinâmica, participativa, para que o adolescente se coloque e a gente possa orientá-los a partir de suas experiências.

E como são essas brincadeiras, oficinas que vocês fizeram nas escolas?

Trabalhamos com grupos de 5 a 10 adolescentes, para que não haja inibição. Eles querem aprender, tirar dúvidas e muitos nos dizem que esse foi o único momento em que eles puderam conversar abertamente sobre sexo.

As campanhas de prevenção a AIDS e DSTs são eficazes entre eles?

A gente observa que não basta dizer pra eles que é preciso usar o preservativo. Precisamos ensiná-lo a usar. Nas nossas oficinas, nós simulamos, por meio de uma brincadeira, a colocação de um preservativo e a gente observou a quantidade de erros que eles cometem. Não prestam atenção na integridade do invólucro, se contaminam na hora de retirar por que não sabem a maneira adequada de fazer.

O preservativo é utilizado pelos adolescentes?

Apenas 30% das meninas usam preservativo em todas as suas relações, e 60% dos meninos usam camisinha. As meninas dizem que tem vontade de pedir para o companheiro utilizar, mas a inexperiência, ou até por querer realizar o ato em si, se esquecem. Entre outros fatores, tem ainda o fator econômico, impossibilitando a compra dos preservativos.

Eles não procuram preservativos nos postos de saúde?

Na verdade, eles não possuem a informação de que os postos de saúde distribuem preservativos.

Em caso de dúvidas, a quem esses jovens recorrem?

Na nossa pesquisa, eles recorrem aos amigos, que também não tem muita informação, ou até nenhuma. As relações em casa e na escola ainda têm uma distancia que esse projeto quer tentar diminuir. Esses assuntos devem ser tratados com profissionais que possam encaminhá-los com responsabilidade.

Qual o significado de uma relação sexual para esse adolescente?

Eles não possuem informação nem maturidade para lidar com a sexualidade tão precoce. Mas para as meninas uma relação sexual tem muito a ver com um carinho pelo parceiro, e os meninos encaram a situação com indiferença. É muito importante a conscientização desses jovens, para que os índices de DST e gravidez possam diminuir.

Veja mais sobre as questões que envolvem crianças e adolescentes no blog da Adriele colorindoideia.blogspot.com.br